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TUDO TEM SEU TEMPO

Tempo, essa palavra a cada dia tem ganhado mais importância. Falar em aproveitamento de tempo então, nem me fale.

Ainda mais nos momentos de crise, o tempo está tão valorizado que os gestores cobram cada minuto improdutivo de seus subordinados.

Cada levantada da mesa que o funcionário pratica, também levanta o olhar do gestor. Será que precisa de tudo isso mesmo? Sou muito questionador das atitudes e ações que são praticadas nas empresas. Fica a impressão que estão todos com certa dificuldade em fazer a gestão dos seus subordinados e consequentemente do tempo deles.

Na realidade o que ocorre é um corre-corre em busca de praticar a entrega esperada, sem sofrer algum dano por isso. E para ajudar, no momento de crise uma das primeiras ações que as empresas buscam é realizar cortes.

Esse corte chega ao quadro de funcionários, e as pessoas começam a absorver mais e mais serviço, pois o colega saiu e suas atividades foram distribuídas entre os colegas do time.

Desta forma, aumentam as atividades diárias do funcionário e cobram ainda mais o aproveitamento do tempo. Não é nada fácil se adaptar a esse novo modelo.

Adaptação é um processo relativamente complexo, de modo que um funcionário se adapta melhor e mais rápido e outros precisam de um tempo maior. Há casos em que não há adaptação, e a saída da empresa é certo.

E neste processo todo, um gestor cobra demais e outro de menos. O funcionário fica sem saber para onde ir, e como fazer.

Uma coisa precisa ficar bem claro para todos, cada um tem seu tempo para tudo na vida. Seja na vida profissional ou pessoal, o tempo é um fator muito relativo.

Fala-se em maturação profissional ou pessoal, e as pessoas amadurecem mais cedo ou mais tarde conforme um conjunto muito peculiar de situações, conceitos, estilos de vida, maneira como foram criadas, etc.

O que precisa ficar claro é que esse período nem sempre é respeitado e na primeira oportunidade, se há entendimento que o funcionário não vai se adaptar, logo é demitido.

Uso o termo respeito, pois de certa forma as pessoas não tem culpa, amadurecer mais cedo ou mais tarde não importa muito, mas sim acreditar e dar apoio para que isso ocorra. Infelizmente as empresas não pensam assim, pelo menos boa parte, e a demissão é algo inevitável.

E por falar em tempo, pelo jeito as empresas estão sem tempo para dar esse tempo para que os funcionários se adaptem. Infelizmente também a palavra crise assusta cada empresa de uma forma, e o corte acontece.

Penso que seria muito importante pensar sobre essa primeira ação que seriam os cortes. Claro que muitas coisas são desnecessárias, por exemplo, uma nova máquina, um novo projeto, etc. Mas dizer que todos os funcionário que serão cortados eram desnecessários para a empresa, denota uma tremenda falta de planejamento e de gestão.

Espero que esse assunto e este artigo possa ser útil para gestores e funcionários.


Forte abraço.

AÇÃO E REAÇÃO

Aproxima-se o momento da reunião e você está extremamente nervoso com um colega, pois entende que ele fez algo que “o prejudicou” no trabalho e agora é o momento para dar o troco.

Logo que soube que a ação do colega lhe trouxe algum prejuízo, você vem fazendo planos para descontar toda sua raiva. Por semanas planejou minuciosamente como se comportaria nessa reunião e qual seria o momento para o tão esperado troco, em seu olhar está explícito toda sua raiva.

Seu semblante está fechado, não permitindo nenhum gesto de descontração.

Logo no início você já faz o primeiro questionamento direcionado ao colega, sentindo prazer e alívio ao mesmo tempo. Pronto, você começou a dar o troco e a reunião começa tensa.

Posso afirmar algo sobre reuniões: Este não é o momento para brigas ou discussões.

Algumas coisas que as pessoas precisam saber ou se lembrar, é que todos percebem e sentem-se incomodados quando em uma reunião ocorre esse tipo de problema. Não é nenhuma novidade que nas relações profissionais existem os conflitos, e aposto que enquanto houver tais relações, lá estarão eles.

A forma com que você vai de encontro ao próximo e se dirige a ele em termos de comportamento, vai dizer exatamente como você será tratado e como será a recíproca.

Em momento algum o pessoal pode sobressair ao profissional, mesmo que haja divergências. Por isso, para que uma reunião tenha êxito deve ter foco nas soluções e resultados.

Gosto sempre de lembrar três regras básicas sobre comportamentos em reuniões:

1 - Agressão gera agressão. Ninguém suporte alguém falando alto, fazendo críticas e agredindo verbalmente as pessoas.

2 - Medo gera insegurança. O medo expressado através da fisionomia gera dúvidas às outras pessoas, pois fica sempre a pergunta: Será que ele dará conta do recado?

3 - Tranquilidade gera tranquilidade: Traz confiança quando os assuntos são tratados com tranquilidade, com calma e paciência.

Não vai acreditando que agredindo uma pessoa ela lhe devolva sorrisos e abraços.

Logo, a máxima de que cada ação gera uma reação é a mais pura realidade, e quando me refiro a relacionamento interpessoal e profissional os conflitos podem aparecer a qualquer momento. E é também neste momento que as empresas avaliam as qualidades dos seus funcionários, ou seja, se de fato ele corresponde as expectativas.

Já que cada ação gera uma reação, ter boas ações e que favoreçam os interesses das organizações é uma boa pedida.


E tem mais, nunca se esqueça, seu corpo fala. Sua fisionomia está falando dos seus sentimentos.

Quer saber mais sobre isso, faça uma boa leitura do livro - O Corpo Fala - Pierre Weil, Roland Tompakow 



Forte abraço.